domingo, 13 de novembro de 2011

Mousse da felicidade *

O sabor da vida

Pensamento apurado + pitada de paciência + entusiasmo a escorrer fresco, depois de batido com alegria + ciência + coragem + uns bons grãozinhos de resiliência + sabedoria + trabalho movido a paixão = Amor pelo que se faz < Amor pela Vida que se vive.


* Para a Pagu.

sábado, 12 de novembro de 2011

A Intervenção Certa - it's up to you!


Cartaz e foto de Zim

Estimados leitores, um rápido postar para chamar a vossa atenção para duas petições da maior importância.

BASTA DE TOURADAS - Para quando o fim deste selvagem suplício de touros, cavalos e da nossa própria humanidade, em nome de uma diversão hedionda? Não vamos continuar a penhorar a razão e os nossos melhores sentimentos, e a promover a alienação. Por favor considerem e assinem:

http://www.peticaopublica.com/?pi=010BASTA

STOP AO USO DA PELE ANIMAL - Quanto viveremos em sintonia com os nossos corações, com a nossa plena capacidade de compaixão? Arrancar peles, pêlos, infligir sofrimento, matar...para usar? Vamos ascender na escala civilizacional todos juntos, por favor, por amor aos animais e a nós mesmos! Por favor considerem igualmente e assinem:

http://www.mesopinions.com/stop-a-la-fourrure-animale-petition-petitions-26451ed422a7ec7f7e5913dd0f815711.html#signer-petition

Gratos abraços. Estamos juntos.

Objecto de desejo urgente


Young Woman Reading - Jean Honoré Fragonard

Resistir à tentação do tempo curto implica voltarmos ao princípio da paciência, essa fonte original e, deseja-se, incessante, da arte de bem viver. Porque é tudo demasiado clicado, scannerizado, fotografado, rabiscado e ultrapassado.

E a estrutura? Fernand Braudel...e a estrutura, o tempo lento? A delonga, muitas horas páginas adentro, o pensamento alerta, em concentração detectivesca, o filme lento dos olhos a perscrutar o romance? A teia, a íntima civilização.

É preciso dormir. É preciso acordar para alguns finos mas basilares princípios da lentidão.

Isto para vos certificar, fiel e belíssima multidão dedicada, que este fim-de-semana quero mesmo ler, ler, ler. Ler muito. (Um livro - analógico, em papel, cheiroso, livro.)

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Serviço Público de qualidade superior *

Uma das fotos que me encantou no blog de Jane Librizzi - The Ring Toss, Clarence White (1899)

E isto é para que não digam que aqui na Alegoria da Primaverve, este verdadeiro primor de blog, apenas olhamos para o nosso quintal e nos achamos o melhor blog do Cosmos (que é facto a não necessitar da sempre inestética auto-adulação). Para que vejam que há gente por aí muito, muito interessante, que vive como quem navega, que aprecia realmente a paisagem, as infinitas possibilidades de ser e ver paisagens. Para que saibam que estou encantada com este blog, de seu nome The Blue Lantern, redigido da Big Apple para todos os que gostam de arte e de a conhecer sem fronteiras. Na expectativa de se deliciarem, como eu, com as mini-lições preciosas de História de Arte, das Mentalidades, da Cultura, ou tão só com uma pintura ou uma fotografia inesperadas.

Por e para tudo isso, aqui fica uma pontezinha que sai da Alegoria para esse magnífico guache da radialista e escritora Jane Librizzi.  Enjoy.

http://thebluelantern.blogspot.com/

* Pá!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

A persistência é doce ou salgada?

- Por aqui Zim, por aqui...

O último comentário da minha dilecta Mana Pagu, no post anterior, vem curiosa e precisamente ao encontro de um tema que cogitava hoje ao lavar a louça - sim, pasmem, também exerço essas actividades dos simples mortais! Podeis perguntar no que se entretinha a minha complexa mente enquanto as mãozinhas dóceis e engenhosas lidavam metodicamente com os artefactos do quotidiano, e eu respondo: pensava eu que a persistência é uma arte. Temos, contudo, que acertar aqui uns detalhes, e isto exige, porque agora me apetece, um parágrafo.

Uma coisa é a persistência cega, surda, seja muda ou matraca. O insistir por insistir, a vaidade da teimosia sem razão nem meta adicional que não a de fincar o pé e abrilhantarmos dessa maneira, na nossa ilusão, uma "personalidade forte", ou "vincada". Não confundir, amistosos leitores, nunca confundir virtude e carácter rijo com o fincar do pé zangado no chão ou com a disputa salobra. Nunca confundir. Mas prossigamos: outra coisa, e já bem diferente, é a persistência adensada num claríssimo auto-esclarecimento sobre o seu fundamento, alicerçada numa motivação salutar de constância num pensamento/plano/acção acalentados, alimentada por uma vontade de produtiva construção de alguma coisa boa para as nossas vidas. Esse será o melhor grau de eficiência, o da plena adesão do nosso pensamento e do nosso sentimento ao que se pretende. Névérdeléçe (ihihih), há sempre um porém. E o porém é que muita coisa nos distrai, cansa e dispersa e é nessas adanças, ou melhor, nessas paranças, que amiúde se dilui a vitamínica persistência. Ainda por cima com a crise, a troika, a roubalheira, a incompetência, as antipatias, e por aí além.

Vamos dar as mãos, inspirar e expirar profunda e tranquilamente, e fazer o seguinte exercício conjunto: imaginem uma pessoa que tenha um talento inato para a arte da, deixem cá ver...culinária. Ah, deliciosa arte esta dita! Pois bem, acrescendo a esse talento natural, a essa espontânea inclinação com excelentes resultados, essa pessoa conhece, ainda, um prazer imenso quando cozinha, recriando ou inventando pratos, doces, salgados, molhos, massas, um sem número de delícias. Para além de ter um talento que lhe fervilha dentro do ser e da sua culinária lhe proporcionar um grande prazer, essa pessoa reflecte recorrentemente sobre técnicas e tácticas da cozinha, faz cálculos, antevê texturas, congemina sabores, pesquisa meticulosamente ingredientes, marcas, inquire os profissionais do ramo sobre as suas opções, troca ideias e experimenta, assim, uma incessante aprendizagem neste vasto e guloso campo. Vamos lá fazer as contas: esta nossa pessoa é talentosíssima, sente um genuíno e renovado prazer no exercício desse talento e, ademais, mostra uma vocação indiscutível para a gastronomia, para o universo gourmet, para seduzir e fazer viajar com as suas indizíveis tentações.

E pergunto: quantas coisas esta pessoa não poderia fazer nessa área? Quantas pessoas não amariam trabalhar com ela, experimentar as suas obras de arte, aprender a desenvolver o seu próprio talento com ela, adicionar cor às suas vidas com as perspectivas que um grande talento partilhado e experimentado (prato), pode sempre permitir? Quantas oportunidades de trabalhos interessantes, eventualmente em lugares diferentes, perto ou distantes, não poderia esta pessoa vir a ter? Que grande sonho não poderia, enfim, concretizar, quem sabe uma constelação deles?

E agora, reconcentremo-nos. E se essa pessoa nada fizer, para além de se divertir pontualmente com um ou outro prato, uma ou outra façanha? Se não sistematizar, calendarizar, escolher formações a fazer, realizando-as efectivamente? Aprender mais fazendo, ampliando o curriculum trabalhando, palmilhando, reescrevendo a sua história particular tão única, especialíssima? Como a de cada um de nós.

Ora, se esses "ses" ocorrerem, então essa tal pessoa, essa tal tão talentosa pessoa, não persistiu na sua verdade, não perseguiu o seu dom, não conheceu, ou não conhecerá, a sintonia de poder viver do que mais gosta de fazer.

Esta pessoa é um exemplo. Há tantas assim, e certamente demasiadas. Talvez dentro de cada indivíduo exista alguma coisa de desistência juntamente com alguma vaga ou veemente vontade.

O desafio que  aqui deixo, nesta posta de hoje, véspera de 11-11-11? Ei-lo: que cada um saiba escalpelizar dentro de si e trazer à tona o seu mais autêntico gosto, a sua vontade, e coloque essa substância de sonho e de concreto querer como um dos luzeiros norteadores do seu caminho. Tenho a certeza de que a demanda disso que estimamos e queremos trará um sabor inédito à sucessão dos nossos dias e uma fruição ainda mais inesquecível do tempo que temos, enquanto o tivermos. Enquanto o comermos, degustando-o.

Por isso, grata aí Pagu - valeu!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Com esta chuva todos os poetastros são pardos


Título do poeminha


Massa

Afia com dentes de chuva cálida e vento
Em vagar de tardes que nunca caem
O lápis vertiginoso e fiel das palavras
Guardião das tuas labaredas que, silenciosas
Se vertem sozinhas através da madeira,
Do olho de carvão
Deixa somente que o teu olho oceânico as vele,
Zele pela sua semente
E se acontecer que dele chova
Uma angústia, um desenhado presságio, uma saudade
Seja a rega e a vontade
De voar
E o sal

Esperarei pela tua lavra
Repousarei em atenção de ceifa
Ficarei sentada no muro das pedras milenares
Deste horto primordial
À porta do forno
De onde virá quente, glorioso
E fundamento do corpo
O pão do teu verbo

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Hum...Lá vem ela!

Jorge Benjor, Oba, Lá Vem Ela*

Mas poderia dar-se o caso, algodónicos leitores, de a pensarem longe. Resolvida, arrumada, aninhada em cúmulo-nimbos grandiloquentes e serenos. Ah, ah...doce ilusão.

É que ela volta, amoráveis, volta para nós, sobre nós, sob e supra nós!

Falo da chuva. Da chuva, sim, da chuva! De que(m) mais??

Vamos bisar o Benjor?

* Amo tanto esta canção que queria ter feito a música, a letra, os arranjos, tudo tudinho tudo. "Estou de olho nela". E em Vós, decerto.

Jorge Benjor chove sobre nós

  Jorge Benjor, Chove Chuva

Para estes dias de Outono molhadinhos, vulgo uma molha só, não vos trago o Samba de uma Nota Só. Trago Chove Chuva, do tão cool quanto virtuoso, sensualão quanto poeta, carnal quanto sonhador Jorge Ben......Jor!

Embalem-se ao som da chuva com a ginga quente, interessante, inteligente, boa prosa, avassaladora e dona-propiciadora de um insolente prazer deste eterno namoradinho do (melhor do) Brasil.

Pleut la pluie, pleut sans s'arreter...

Nem Medina nem Meca nos salvam!

Foto de Zim: De tanto pensar no apagão e na solução nacional fiquei assim


Bom, como se não bastasse o dia de molho que passei, ainda me calhou na rifa (não, brinco, foi intencional) assistir ao programa Olhos nos Olhos, que nunca vejo. E se há coisa verdadeira é que ao olhar de águia alerta do Medina Carreira iam respondendo os olhos arregalados da Judite de Sousa, numa quiçá tentativa de estancar o inestancável, ou de evitar o inevitável, ou de mudar o imutável. Para mim a demógrafa também esteve muito bem, era o que mais faltava o factor envelhecimento ser um problema em si mesmo! Evidentemente que o que há a fazer é saber responder às exigências da sociedade tal como a temos, até porque países sãos terão velhos, e muitos, e bons velhos, e nem ousem tirar-me de mim porque quem pensa que os idosos são trapos velhos imprestáveis é que não deve mesmo servir para grande coisa, concretizando, para nada.

Mas isto também para dizer que serviu este programa para me clarificar alguns pontos-chave:

1º - Não é assim tão preocupante não ter ainda uma casa. Segundo Medina Carreira, o que acontecerá é que as pessoas irão massivamente entregá-las aos bancos porque...

2º - Não haverá reformas para ninguém, ou serão simbólicas, como o próprio esclareceu a uma palidíssima (mas era da maquilhagem) Judite de Sousa. (Eu gosto muito da Judite de Sousa, atenção.)

3º - Isto não vai lá, ainda segundo Medina Carreira, com o aumento da idade para reforma, com trabalhos em tempo parcial, com mais gente a trabalhar até mais tarde, simplesmente porque...

4º - Não há o que trabalhar. Sim, não há trabalho para tanta gente, afiança o fiscalista.

5º - A economia encontra-se em processo de desindustrialização, a estrutura socioeconómica divergindo, assim, dos fundamentos nos quais se criou e consolidou, o que vai dar...

6º - À dura e crua realidade de: não haver trabalho para todos, de não haver trabalhos para a vida, mas sim uma precariedade em acentuada expansão, de não haver cá reformas garantidas e de os direitos adquiridos serem "quando houver dinheiro".

Pois, e o optimismo, etc..."Ó Judite mas estamos aqui para dizer a verdade às pessoas ou para fadinhos?", exasperava Medina Carreira.

Bom. E é isto. O que há a fazer? Segundo este lúcido profeta da desgraça, puxar por nós. Ok, contudo fica a pergunta...como? E, já agora, puxar por...onde?

Mas tudo se transforma. À velocidade da luz, já noutro canal se discutiam matrizes igualmente fundantes de uma cosmogonia consciente e à frente do próprio Cronos. Com foros de filologia e hermenêutica, discutia-se com pressurosa ciência o caso de Javi Garcia ter ou não chamado "preto de merda" ao Alan, ou aliás...optava-se por uma espécie de agnosticismo quanto ao tema: vá lá saber-se, é uma palavra contra a outra. E logo se convocavam dixotes à escala internacional, como uma vez em que um chamou a outro "preto do diabo", certamente em carga significativa menos pesada, ou aventando-se quantas vezes o Eusébio terá ouvido referências cromáticas à sua passagem. Cogitações, no entanto, mediadas por outro grande adensar da dúvida nacional, ou melhor: qual a verdade sobre o apagão de Braga? Bandarra, fazes-nos falta! Um triplo apagão, para mais. Agora que escrevo sobre estas dialécticas ocorrem-me as palavras de Teixeira de Pascoaes sobre a luz ser "cada vez mais clara, e a treva cada vez mais negra". Calma, calma, que com luz não estaria com certeza o grande pensador a falar da...cof...da Luz. Correcto?

Não sei o que pensam aí desse lado, mas eu creio que, face a tudo isto, um cidadão teria direito a, no mínimo, exigir dois dias para meditação, extra férias. Há que decidir com alguma calma se faz sentido continuar, se retiramos para o campo e preparamos uma Reconquista Cidadã, ainda que com "avanços e recuos" como a outra. Mas claro, com esta espúria lei do mais forte todos nos sentimos enfraquecidos, e já se sabe que a fraqueza nem sempre convida à franqueza.

A propósito, tentava ainda Judite de Sousa uma variação sobre o real quando arremeteu, esperançosa, com o "darwinismo laboral" (oba, oba, há que ser muito bom e o mais forte no batente, porque esses sim, vingarão!), mas foi água mole contra a pedra dura da robusta consciência pragmática: "Isso são fadinhos!", dedurava Medina.

Sinto-me A Pensadora de Rodin, se a houvesse. Sentamo-nos? Sentimo-nos, (para sermos filhos de boa gente, segundo o povo), alienamo-nos e formamos uma cooperativa de amantes de dança contemporânea difícil, ou mesmo hierática?

Quem tiver uma grande ideia disponha da caixinha de comentários - livre até começar a cobrar pelo espacinho para fazer pela vida. Vamos lá pôr essa inventiva a funcionar, que o sarilho está entre nós.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Crush on me


Paul Delvaux - Femme au Miroir (1945)

Por que será que tenho cada vez menos paciência para a arrogância à excepção (honrosa? leda? intrépida? fofa? ingénua e pura?)... da minha própria?

(Averiguar é tão mais desinteressante do que poemar e, assim, reeditar o mito!)

domingo, 6 de novembro de 2011

Barrinha lateral: novidades

Meus queridos, já repararam na barrinha lateral direita da Alegoria? Pois é, resolvi povoá-la um pouco mais e fazer entrar nesta cósmica salinha de estar mais beleza e mais extensão de Demanda. Quando aprender a colocar musiquinhas na barrinha haverá ainda mais festa.

A propos...Já viram/leram/releram/babaram o e com o poema que lá está agora à espera de nadar dentro das vossas retinas retintas de...

...

...

Terminem ustedes, para mim este poema é inefável.

Ínsito


Foto de Zim com a escultura "In-cinta", de Rabarama

Perto

        fica   mais

    que

                             perfeito

Estados bífidos

Zzzzz, hummmm...

Não sei o que aconteceria ao mundo (ao resto deste mundo!) se tivessemos polígrafos à nossa disposição para qualquer situação diária. Certamente que teria de ser alguma coisa mais discreta, talvez uma espécie de spray que, ao absorver os tons de voz, o ambiente, a assim chamada energia, despoletasse um cheiro a esturro, ou assumisse uma cor de burro quando foge em plena atmosfera quando o interlocutor em causa estivesse a ser falso, cínico, dissimulado ou simplesmente dúbio. Era coisa para dar o seu trabalho a inventar e quem sabe o QREN desse uma perninha, mas iria sempre levantar a sua carga de desconforto presumindo-se que, às tantas, o visado iria associar as suas tonteiras/dissimulações/falsidades a cheiros e a cores fora de série.

(Terão de me perdoar, estou ainda sob o efeito da constipação provocada pela famigerada descarga de água de todos os céus desse célebre 2 de Novembro, e pode ser que delire um pouco.)

É que mesmo aos 35 anos continuo a questionar-me se, por vezes, aquela pessoa estará a ser querida, solícita e boa onda, ou se enveredou, por estratégia de necessidade ou de macerada hipocrisia, por uma senda aparentemente bondosa e descomplicada. Sucede, por exemplo, em alguns elogios que nos podem fazer em privado, mas que por qualquer razão não fizeram em público, quando o assunto era comezinho. Ou quando essa certa, determinada e aludida pessoa exibe um olhar e uma carranca ferozmente mudos mas passado um momento sugere um lanchinho futuro. (Esturro, esturro, esturro?)

As pessoas predominante e marcadamente frescas, melífluas e joviais no seu trato levantam-me algumas suspeitas, penso sempre a quanto custo manterão essa fachada de alardeado equilíbrio e de pródiga simpatia. Mas reconheço que posso cair na esterilidade do preconceito.

Ora bem, postas assim as coisas, apraz-me concluir que cautelas e leite de aveia com chocolate quente nunca fizeram mal a ninguém. Afinal, a nossa ajuda a todos. Mas a nossa intimidade e confiança só para os escolhidos (mesmo que alguns destes possam mudar). Vero?

sábado, 5 de novembro de 2011