terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O Demandante


Paulo Borges

Ainda na sequência do último post, tenho todo o empenho em partilhar com os meus maviosos e mais-que-tudo-e-todos leitores a seguinte frase do Professor Paulo Borges*:

"O que procuras procura-te. Pára e deixa que te encontre."

Ouçamos a ordem e a desordem cósmica dentro de nós. E a paz, o repouso, a luta e o sentido do Mistério. Para mim, trata-se da libertação pelo Bem e pelo que, quando tudo parece trocado, bate certo se deixarmos que bata.

* Filósofo, escritor, professor de Filosofia na FLUL, líder do PAN, maravilhoso demandante, parteiro de renascimentos, entre muitas outras ocupações.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Balancete do Surf

A crista erecta da ooondaaa

Metade do primeiro mês do ano é transcorrida. E lá corrida foi a dita... como o fantástico Cronos nos cilindra sem piedade!

Pois se tivesse de descrever estes primeiros singelos dias do avançado ano de 2012, seria algo como: esperançosos, enérgicos, enervantes, adoentados, amarfanhados, irritados, desapontados, indignados, entristecidos, desmotivados, expositivos, conversadores, apreensivos, perplexos com os esconsos menos agradáveis com que por vezes somos brindados pela raça humanóide.

É certo que o cinema tem sido de grande qualidade... E que a minha diletíssima Mamã se desdobra em novos trabalhos manuais lindos, o que me deixa feliz. E que a minha talentosíssima Mana se prepara para uma viagem-aventura maravilhosa que já me está a deixar inundada de saudades (acrescentar saudosos à descrição dos dias, supra), mas que me predispõe igualmente à felicidade por sabê-la em alegre devir.

Não é mentira, também, que no meio dos problemas se combatem princípios e se catapultam prioridades e rasgões no nosso destino. Estar à tona e na crista em riste, crispada, espumada da onda...cansa. Mas pode acontecer que, no momento, seja o nosso lugar. E daí  há que assumi-lo e assomar à luz da libertação que as decisões corretas propiciam.

domingo, 15 de janeiro de 2012

Taste Your Ethics

Please: stop, think, feel, change.

I do not eat animals and...I'm loving it!
Be better. Be vegan. Taste your ethics.

Meu Nome Não é Johnny - mais um fantástico do Brasa

Meu Nome Não é Johnny (trailer)

Selton Mello

Aproveitando mais uma brecha da indiscernível bonomia do meu bichano (estou quase certa de ser proprietária de um pc bipolar), aqui fica o trailer desta outra pérola entusiasmante do moderno cinema brasileiro, cuja realização é assinada por Mauro Lima: Meu Nome Não é Johnny. Mais uma vez vejo com a distância de alguns anos um filme que data de 2008, mas o prazer não se apouca perante esta demasiada ponte do tempo.

A realização é vívida e a história, conforme apanágio do melhor que tenho visto do cinema do País-Irmão, totalmente invasiva, fluída, e contada com uma racionalidade temperada de alucinação e torvelinho emocional. Sentimo-nos no fio da navalha, como o João que não é Johnny. O meteórico envolvimento de um menino bem-nascido da zona Sul do Rio de Janeiro no circuito internacional do tráfego de droga, a velocidade, a hecatombe e o drama que o facto projeta na sua vida e nas suas relações e na dicotómica lealdade-deslealdade a si mesmo é maravilhosamente bem contado na película que se cola aos olhos e à cabeça. E faz-nos questionar sobre o já clássico tema do crime, do castigo, da não compensação e do sistema prisional, da reabilitação, da oportunidade e da perdição.

Selton Mello, um dos meus atores preferidos, volta a ser magnífico (viram-no como João da Ega na magistral adaptação de Os Maias?) e "rouba" as cenas e os espectadores. Fabuloso, sem reservas.

Este filme é baseado numa história real e os extras do DVD merecem também o nosso interesse.

Um cinema-vida que simplesmente arrasa.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Da carne

Vermelho

     Que a carne tenra das flores sangre
                               verbos rubros
                  e beijos quentes
                                                     e que se possua
                          como fogo posto
                                                 no rosto
da lua

Antes de uma reuniãozinha daquelas...

E pronto! Não Vos disse já, leitorado mimoso e tão fiel, que este bicho é de humores? Ontem vedou-me novamente o acesso a casa e lá fui eu dormir para o sofá, sem fazer nada dele.

Quero dizer-vos que os meus curtos cabelos andam hirsutos. Abram alas, saiam da frente. Entendem ustedes? Eu também sim.

Ah, e tudo bem. Os golos do Benfica foram realmente estonteantes, mas é sabido que o primeiro milho é para as águias e que dragão é dragão e Portooooo é Portooooooo!

Depois deste post completamente nonsense, sinto que deixei a Vossa noite e ou Vosso dia muitíssimo melhor.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Aviso geral

Mundo:

Cuidado comigo. Estou à solta.

Guardiamo Guardiola!

Pepe Guardiola

Ora aproveitando aqui as volatilidades do meu bichano computadorizado, que já me falhou novamente, dou um aire de la gracia de um Mister com M grande. Fiquei contente por Pepe Guardiola ter vencido a Bola de Ouro 2011, entregue pela FIFA.

Para além de ser uma fã antiga do Barça, sou ainda mais do estilo, da elegância, da classe e da extrema educação de Guardiola. O que não daríamos para que todos fossem assim, especialmente aqueles que detêm o poder de orientar, treinar, coordenar, dirigir outrem!

Viva Pepe!

domingo, 8 de janeiro de 2012

Quem não quer sou eu...

Seu Jorge - Quem não quer sou eu (Seu Jorge/Gabriel Moura/Adriano Trindade)

...mas Seu Jorge, ou meu Jorge...nosso, seja: nada de pessoal hum? Trata-se apenas da canção que teima em não sair da "vitrola". Puro bichinho-da-seda, não consideram?

Envio então esta delícia diretamente para os corações e pavilhões auriculares dos meus queridos leitores, de quem tanto estava saudosa.

Mas não se preocupem que a crise e a idiossincrasia não perdoam: permanecerei selvagem e acre.

Camaradas...I'm back!...

É a comoção, o alívio, a salvação, a bóia de salvação, a máscara de oxigénio, o ressuscitar de um blog! Meus diletos, não sabem como tenho sofrido sem conversar convosco, e  por que ínvio motivo tal sucede. Dever-se-á tudo à pesquisa segura do AVG que finalmente atualizei? Vá lá saber-se, o facto é que acabei de desativar a dita da segura e formosa pesquisa, quero autenticamente que se dane.

Posso adiantar-vos que passei horas...HORAS, diletos, a andarilhar de botão para site, de site para ferramentas, de disable não sei o quê para enable não sei de que quejandos, de trás para a frente, da frente para os lados, dos lados de fora para os lados de dentro e vice-versa, contabilizando mentalmente quantos ficheiros dignos de eventual salvação residem na carcaça bolorenta deste pc de onde vos digito com amor, calculando dessa forma que efetivo prejuízo resultaria num lançamento selvagem e histórico do computa(fdp)dor pela janela. Eh bien, não o fiz. Ontem dormi a sesta, relaxei. Acordei, e tudo me pareceu menos trevoso e apocalíptico.

O certo é que tirei a tal barrinha da pesquisa segura e tudo se metamorfoseou instantaneamente. Penso, poré, que já o tinha feito sem resultado. Se este paraíso é para sempre? E o que o é, nos nossos dias? Só posso garantir que é com um majestoso (sabeis que não faço a coisa por menos) sorriso que vos escrevo estas linhas novamente. E nesta fase da existência, com desafios e as aporrinhações a que todos sabermos estarmos sujeitos diariamente, é mais do que importante estarmos juntos, meu povo, juntos e ao vivo!

Beijinhos e abracinhos - aparentemente, estou de volta!

P.S.- Depois desta longa manif de alegria, eis que ontem à noite ainda não consegui submeter a mensagem. Mas acabei de acabar de conseguir. E sabe a chocolate puro, sem leite, só vegetal, vegetal, vegetal.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

Breve comunicadozinho

- A Zim? Onde estará a Zim? Por onde anda a Zim? Assim não dá....Zimmmmmmmm!...

Meus queridos diletos,

Não penseis que Vos esqueci - para além dessa hipótese representar uma impossibilidade matemática, no mínimo, não se coloca. Eu sei. Vós sabeis.

Acontece que o meu pc teima em ter caprichos irreconciliáveis com a necessidade de aceder normalmente à Internet, e que inclui a possibilidade de entrar na área de edição do blog, comentar comentários, etc. e tel. Sim, e tel. Nesta conformidade desconforme, venho dizer-vos que estou viva e que a Alegoria da Primaverve também, e espero que esta interrupção seja de pequena duração. (Ainda que não saiba muito bem o que fazer...mas descobrirei.)

Por este motivo, a que certamente a minha inépcia para actualizações destes bichanos não é alheia, peço as minhas mais humildes desculpas. Obrigada por perceberem esta pobre querida.

Até já já.

domingo, 1 de janeiro de 2012

O acôrdu ortugráficu

Caetano Veloso e Elza Soares - Língua


- Vamos desembrulhar as palavras. Feliz Verve Nova!

Diletos leitores, eis-nos chegados a 2012 e, com este novo ano, à obrigatoriedade de aplicação do Acordo Ortográfico em tudo o que seja correspondência oficial de setor público, que é onde esta Vossa serva exerce funções.

Assim, é o momento. Custa, sim. Sempre fui contra. Mas tem de ser. Adeus óptimo. Olá ótimo. (Hum, podemos é passar a usar mais latinidades...para temperar a modernidade com o charme do arcaísmo. Ideia a desenvolver.)

Não vale a pena, na minha modesta opinião, manter duas grafias. O único aspecto (este é facultativo meus bens) de que não prescindo da manutenção será, para além dos facultativos (duplas grafias), de escrever os meses do ano com as iniciais maiúsculas na minha correspondência/textualidade não oficial.

Para dúvidas que possam ir tendo, recomendo a consulta do excelente dicionário on-line do Priberam, porque nos instrui sobre as palavras antes e pós-acordo.

Boas palavras. Fruam-nas, lambam-nas, sorvam-nas e viagem nas ditas como em tapetes voadores. São incansáveis, com acordos e desacordos.

De Eu para Mim

Eu - Olá, tudo bem?

Mim - Tudo óptimo, obrigada. E contigo?

Eu - Bem, grata. Mas...o que é que se passa para não estar tudo ótimo ainda? Já estamos em 2012...Hás de convir que te atrasas um pouco.

Mim - Ah!!!...De facto!

Eu - Quanto ao facto, nada a objetar. Facultativo, pois, porquanto se pronuncia o belo do c, do c...

Mim - Certo! E como adotarás a questão do espectador?

Eu - Bom, para afastar a visão medieva e infernal do espeto, prefiro a tua opção: em vez de espetador, escreverei espectador. Este microssistema linguístico!

Mim - É isso e o micro-ondas. Mas para mim há mais um fator...(vês, isto não funciona, devia ser factor e não fator, porque eu escolho o facto e não o fato de vestir...)...Bom, mais um fator (há-de conseguir-se, perdão, há de conseguir-se) de inquietação.

Eu - E qual vem a ser? De que deceção se trata?

Mim - O facto (ah ah...facto facto facto) de agora os meses do ano se escreverem com a inicial minúscula. Inconcebível! Lembras-te da beleza de Agosto? E mesmo de Janeiro!... Que graça tem escrever agosto ou janeiro ou dezembro? Que desgosto!

Eu - Concordo com a tua mágoa. E sobre esse assunto já delineei uma ação. Em correspondência oficial laboral, ora pois segue com a inicial pequena. Particularmente, projeto escrever os meses com as suas letras maiúsculas, legítimas, soberanas.

Mim - Ai, nem sei já que letras os meus olhos veem. Parece que estamos a redigir em diale...to estranho. Cada vocábulo, cada retificação.

Eu - Com o tempo tudo vai. Atualizar-nos-emos num instante. O nosso intelecto ajudará, dileto Mim!

Mim - Pois, sim, pois sim...