quinta-feira, 8 de março de 2012

Daminhas, bailai

Ana Carolina - Eu gosto é de mulher

Eméritas meninas, atrasada mas com sentido, aqui fica uma nota muito feminina deste dia 8 (curvilíneo). Grata a todas as minhas queridas leitoras.


quarta-feira, 7 de março de 2012

Como não dizer mais que nada e conseguir um post popular

- Zim Zum Zum, não achas?!...

Elas realmente andam para aí e falam, falam, como diria o Fedorento, mas não dizem nada. É a botilde, são os collants, mais a sombra para os olhos e depois bruncham aqui e bruncham acolá e não as vejo mas é a refletir nada. E depois mostram os carros e os vestidos e a marmita do almoço e suspiram em quanto ficarão felizes por se aninharem no sofá a comer chocolates e a ver para lá de toneladas de DVDs de séries corzinha-de-rosa às pintinhas, cujo enredo e fundamento principal é o de mostrar os modelitos das protagonistas. Isto é que eu as vejo a fazer, e ainda por cima são magras e parecem sempre contentes da vida, mas fazer fazer que é bom é o eras.

Livrinho do erudito, também "rien de rien, non je ne regrette rien", ele é só o best seller da moda e não digas que vais daqui do post sem uma ideia fácil e indolor para entreteres a retina e adormeceres o cérebro cansadote. É isso e os vernizes a rodos, de cores improváveis e que causam a qualquer leitor sem preparo uma descarga biliar feroz, tal a intensidade de cor e brilho e cheiro que saltam do écran em erupções nervosas e incontroláveis.  E depois vão todas aos saldos, fotografam e comentam, com preços e requintes de sagacidade face às einsteinianas compras conseguidas.

Ou desfilam asneirolas umas atrás das outras e apresentam-se como as únicas almas genuínas à face do planeta, tão genuínas e tão especiais que parecem, elas próprias, nascidas num qualquer ponto inexplorado do vasto espaço sideral.

Cereja no topo do bolo: investigar, embirrar, colecionar e divulgar, ressabiando, o que as outras bloggers postam. Mandar postas, em suma.

Haja talento, que a paciência é infinita! Não é?...

Frase decorada e nunca esquecida

"Imaginar é sonhar, dorme e repousa a vida no entretanto; sentir é viver activamente, cansa-a e consome-a".  Almeida Garrett, Viagens na Minha Terra.

Mão na massa, concretização material, ainda que matéria seja a da ideia, do conceito, do sentimento e da inventiva, transformar a vaga de inação em novidade. Um brinde a fazer com...leite de arroz.

terça-feira, 6 de março de 2012

Do sonhar

Talvez sonhar não seja, propriamente, o seu verbo. Talvez não seja, digo eu, exatamente sonhar. Será partir a pedra bruta. Qualquer coisa entre a picareta e a lapidação. Avento se o sonho mesmo não será o mesmo sonho, debruado a anestesia e sono, que nos traz desentendidos nas inverosímeis realidades quotidianas. Avento sem novidade, simplesmente pensante e cansada. Avento e durmo.

Diretamente dos Prós e Contras

- Próximo voo: ????

Mirai formoso leitorado que, falando-se em emigrar, ai pois que até gostava de experimentar umas temporadas extramuros. Claro que emigrar não tem de ser um drama, o que se torna dramática é a triste situação que motiva  que este mote seja cada vez mais salientado. "Lutar ou resignar?", pergunta o programa de hoje. Oh meus bons amigos, mas isso já está há muito respondido pela voz rouquíssima e redentora da Marina Lima, quando canta que "é bem melhor resistir".

Disse há pouco o presidente do Observatório da Emigração que não há uma relação direta entre a formação académica das pessoas e a sua ocupação profissional, e isso eu digo e penso há muito. Perceber essas linhas paralelas, intercomunicantes funcionalmente ou não, mas desejavelmente propiciadoras de fonte e aproveitamento de conhecimentos, competências e mundividências que distinguem pessoas e trabalhadores, é vital e de uma sabedoria atualíssima. Olho aberto, mirar o além-mar  nestes novos Descobrimentos, físicos e metafóricos.

Além de tudo, resignar enruga-nos a cútis, meu povo. Como que nos amarelece e estiola. Lutemos e brindemos. E, Fátima, que se batam as palmas!

segunda-feira, 5 de março de 2012

Ela voltou!

Ela voltou, a Mana do coração. Voltou com um bronzeado para lá de tropical, para lá de além mar, para lá do Cabo da Boa Esperança. Voltou com um entusiasmo genuíno por uma terra que descreve por primor, com o detalhe que o seu recém-conhecimento lhe permite. Mais do que fotografias, são os seus olhos e sentidos que exprimem o espaço, a largueza, a civilidade cordial de um país e de um povo sem traumas de Apartheid. Segundo o que vê e ouve.

Voltou ridente, e cheia de histórias para contar, presentes desempacotados, e muitos abraços diretamente de Pretória para Lisboa.

Isso tudo, o seu regresso, as suas viagens e a sua Demanda, e até as minhas saudades, me fazem sonhar.

Da Mana que ama.

domingo, 4 de março de 2012

STOP ABORTO


STOP!

A propósito desta notícia , cumpre-me tecer alguns considerandos muito simples. Um artigo "científico", publicado no Journal of Medical Ethics , afirma que os recém-nascidos, à semelhança dos fetos, não possuem estatuto moral, e apodam de "irrelevante" a sua potencialidade de ser tornarem pessoas (sic). Assim sendo, defendem estes especialistas (?) em, eventualmente, ética médica (?), que  matar um recém-nascido deve ser considerado tão lícito quanto abortar um feto. Claro que, certamente de forma primorosa (sic), super-ética (sic) e sagaz (sic), logo se apressam a esclarecer que apenas em determinadas situações deveria a morte do recém-nascido ter lugar, nomeadamente em caso de problemas não detetados durante a gravidez. Ufa, afinal há esperança na humanidade! (Sim, é mesmo ironia.)

Mas vamos então aos meus simples considerandos:

1 - Fetos e bebés não são pessoas? Poderemos não considerar como pessoa uma pessoa em formação? Talvez um animal não humano, um amontoado de células, um lixo gelatinoso, uma excrescência que a ver vamos o que se dará com a dita?

2 - Matar um recém-nascido pode ser tão lícito quanto abortar o feto. Ora bem, aqui colocaria a questão de outro modo: matar um recém-nascido corresponde ao tipo de assassinato mais covarde, vil, ignorante, cruel e nefando do aborto de um feto. É tão criminoso matar quem se vê a olho nu, como quem não ainda não está ao nosso lado, ao nosso colo, no seu bercinho. Ainda não está porque é claro que estará, se tudo correr bem, e se nesse "tudo correr bem" se incuir não acontecer ser o feto estropiado e arrancado ao seu espaço de desenvolvimento natural.

3 - Dizer: "Ah mas a família é tão pobre que vai ser mais um desgraçado infeliz etc., etc...." isso sim, é uma hipocrisia inominável. E se for pobre, desgraçado, infeliz? E se não for? Vai determinar-se o direito, o direito de cada ser a existir, por causa do que se considera ser a qualidade da sua vida futura?

4 - E às vozes que exclamam que o corpo é da mulher e é a mulher que manda e sabe, tenho a dizer, leitores que me seguem, que o corpo que se pretende erradicar não é, seguramente, o da mulher. Não estamos a falar de tirar um rim, ou de eutanásia. Falamos na morte de uma vida com autonomia e integridade moral e existencial, com uma dignidade inalienável e que não se pode tirar sem roubar. Humana, senciente. Que contém em si, no seu pequeno tamanho físico, uma possibilidade gigantesca, e uma efectividade indesmentível, de usufruir desta viagem inigualável que é a de existir, de respirar,  de viver. E isso ninguém, nem nada, nem teoria, nem bruxaria, nem "biotética", nem disparate algum, comodismo algum, areia para os olhos alguma pode negar-lhe.

A lei atual, na crista da onda da barbárie intelectual, sentimental, relacional, moral, permite que se opte conceder ou não a alguém o seu direito a ser, a alguém que já é. Maior retrocesso é muito, muito, muito difícil de imaginar.

STOP ABORTO. Agora e sempre. Deixem quem vive viver, não escolham o seu destino baseados em medo, em comodismo, na brutalidade mais boçal e mais torpe. STOP ABORTO. Pela vida.

Sabemos que somos vegans quando...

Corn fields forever

...antes de sairmos para almoçar dizemos, com muita fome: "Estou capaz de comer um campo de milho!" (Zim dixit.)

sábado, 3 de março de 2012

Ponto de vista

 Ponto de vista
 (Foto de Zim)

Se a Vossa dileta visão for desprovida de perspetiva, detalhe, paisagem e nuance, saibam que isso não vos dá ponto de vista nenhum, mas pura miopia. Pá.

Questões de apuro estético


"Ajudai-me a enfrentar a fealdade!..."

Coisas que na minha humilde opinião o bom gosto deveria proibir às daminhas (ordem arbitrária):

- leggings;

- litas ou lá o que é aquela sapata entre o ortopédico e o extraterrestre;

- unhas com bonequinhos, florzinhas ou coisas fofinhas desenhadas;

- alças de silicone (simplesmente terrífico!);

- qualquer milímetro de barriga à mostra, por mais bonita que seja a dita, em trajes laborais;

- calções/saias curtos laborais;

- havaianas e outras chinelinhas no labor;

- começar a falar logo muito alto quando pretendem explicar a sua opinião;

- falar muito alto, em geral (só a surdez desculpa o facto);

-não serem nada subtis ou elegantemente inteligentes ao pretenderem dar "uma boca" (desconfio que nunca perceberão a triste impotência do ato);

- não se encontrarem impecavelmente depiladas;

- tatuagens, especialmente coloridas;

- usar os óculos de sol em cima da cabeça por sistema;

- murmurarem bom dia ou boa tarde ou boa noite ininteligivelmente, entre a sonsa e a malcriada (se me apercebo que é de propósito por vezes faço igual quando me apetece, mas não devia, é super piroso);

- apoios de linguagem cansativos como iniciarem cada frase com "É assim:" ou avaliarem tudo como "Brutal!";

- chamarem "linda", "miga" e "nina" umas às outras.

Atenho-me a questões de foro mais estético, as coisas morais, incomparavelmente mais importantes, vão sendo salpicadas nesta Alegoria para as leitoras e os leitores que quiserem entender.

Sim, sei que sou uma fofura. Obrigada.

O homem mais bonito do mundo - selon moi



Bruno Alves

Os olhos de mel, a pele de canela...Não, não vou cantar "Gabriela, Gabriela...", mas Bruno Alves. A ascendência nos trópicos, a pronúncia do norte e a magia voadora. Para mim, é o menino mais bonito do mundo.

Nenhuma fotografia, nem imagem, nem pintura, lhe fazem jus.

Dá-me a tua camisola (Bruno Alves)

- Olá Zim e amigos, somos o Slavek e o Slavko!*

Tenho para mim que é móbil de unidade nacional e de grande reforço anímico o caudal noticiário sobre o modelo, o padrão, as tecnologias do além das camisolas da seleção nacional. Anti-transpirantes, anti-puxão, anti-falta, anti-livre direto, anti-tento, anti-vermelho, anti-tesoura (vide vocabulário futebolístico meus caros, que não duro sempre), anti-derrapagem, anti-tudo, em suma. É desta é que vamos, pensamos nós, já comovidos, a ver os nossos heróis do desporto rei a desfilar, quais modelitos very clean, numa qualquer passerelle milanesa.

Aprumadinhos iremos nós, isso é seguro. Agora só falta aquele detalhezinho que ajuda sempre um pedaço: jogar à bola com eficácia e estética superiores às da camisola envergada por cada um. Vá lá, já não falta tudo...

Ainda não vi a deste Europeu que se avizinha.

* Mascotes do Euro 2012.

sexta-feira, 2 de março de 2012

quinta-feira, 1 de março de 2012

Sagacidades desarmantes

Zim - Sabe Mãe, às vezes acho que estou a falar com as pessoas e que elas ficam a olhar para mim e a achar-me maluca.

Mãe, com o seu olhar de avelã em riste - Ai achas??...

Cof, cof, cof...

(Espasmos de gargalhadas no sofá.)

Eis aqui...

João Gilberto - Samba de Uma Nota Só (Tom Jobim/Newton Mendonça)

Este sambinha do bem e do bom, tal a bossinha morna, a sorrir coisas macias e afabilidades nunca dantes navegadas... é mais do que suficiente para sorrir e zarpar.

Na voz e nas pontas dos dedos do enorme, inigualável, imarcescível, insofismável, inesquecível e indecifrável João Gilberto.

Canta o Caetano que "Melhor do que isso só mesmo o silêncio/Melhor do que o silêncio só João" (canção Pra Ninguém).

Esta "nota só " é milionária.